Sabemos que o HMDI, o DisplayPort, O DVI e o VGA existem com um sentido e são usados por uma razão. Já explicamos a diferença entre o DVI e o VGA em nosso post sobre o assunto, inclusive explicando as diferenças do DVI (sim elas existem e são explicadas aqui), agora saiba como deve usar o HDMI, entenda suas versões e o por que da sua utilização.
Tudo se resume a qualidade de transmissão de dados, o sinal transmitido, assim como, a tensão necessária – caso do DisplayPort que explicaremos depois.
O HDMI é um acrônimo para High-Definition Multimidia Interface (Interface Multimídia de Alta Definifição); é um sistema de conexão de alta tecnologia que é capaz de transmitir áudio e vídeo através de um único cabo, ao invés do que acontecia anteriormente, onde cada tipo de transmissão possuía cabos e entradas exclusivas nos aparelhos. Com sistema totalmente digital pode ser conectado a um aparelho de reprodução de Blu-Ray, vídeogame ou até mesmo um reprodutor de DVD a uma televisão que possua a mesma entrada. Os são imagens e vídeos com alta qualidade repassando uma resolução de até 3820 x 2160 pixels a 30 frames por segundo.
O HDMI possui dois tipos de conectores; o tipo A que possui 19 pinos e é o mais popularizado dos dois, pois é compatível também com a tecnologia DVI-D, desta forma, é necessário que apenas uma das pontas do cabo seja HDMI e a outra DVI; o conector HDMI tipo B é destinado a resoluções de altíssima qualidade e trabalha no sistema dual link, dobrando a capacidade de transmissão do cabo.
Desde o seu lançamento em 2003, o sistema de conexão HDMI já passou por algumas revisões trazendo melhorias aos seus usuários.
A extinta 1.0, 1.1 e 1.2, além de toda a inovação de transmissão de áudio e vídeo por um único cabo a uma velocidade de 4,95 Gbps (Gigabytes por segundo), permitia que seu usuário tivesse até 8 canais de áudio. A 1.1 trouxe o suporte ao padrão DVD-Áudio enquanto a 1.2 passou a suportar formatos de áudio do tipo One Bit Audio e podia também ser utilizado em computadores.
1.3
Junho de 2006, lançamento do HDMI 1.3. Esta nova versão suportava maior frequência (até 340 Mhz) e numa velocidade de transmissão de 10,2 Gbps. Com esta versão é possível conectar cabos HDMI a câmeras de vídeo portáteis, eliminando problemas de sincronismo entre áudio e vídeo, além de suportar novos padrões de cores, de 30, 36 e 48 bits. Posteriormente foram feitas pequenas alterações nas versões 1.3a e 1.3b, lançadas em novembro de 2006 e outubro de 2007 respectivamente.
1.4
O padrão 1.4 tem como objetivo de ampliar a capacidade de tráfego de dados nos cabos e conectores. É possível conduzir sinais de vídeo Full HD em 3D e é capaz de elevar as nuances de cores para até 48 bits ou bilhões de tons (Deep Color, x.v.Color e xvYCC).
A interface 1.4 traz consigo opção de conectores micro, inclusive para sistemas de A/V automotivo, e a possibilidade dos fabricantes incluírem na interface HDMI um canal de retorno de áudio chamado ARC (Audio Return Channel-enabled) e de dados em rede – Ethernet. No caso do ARC, o cabo digital óptico ou coaxial normalmente utilizado para conectar o TV (com sintonizador digital) a um receiver ou HTB que pode ser substituído pelo mesmo cabo HDMI responsável pelo sinal de vídeo. Ainda não muito comum em conectores HDMI, o canal ethernet pode ser útil para ligar players, media centers e TVs com funcionalidades de internet e de compartilhamento em rede DLNA, dispensando o uso do popular cabo LAN (CAT5).
Contrario as outras versões, o HDMI 1.4, não é necessário substituir os cabos das fontes de vídeo conectadas ao aparelho. O padrão 1.4, lançado comercialmente em 2010, prevê a compatibilidade retroativa de cabos e produtos equipados com conexão HDMI de versão anterior. A única ressalva é quando se utiliza um Blu-ray player, media center ou notebook com leitor de discos 3D, que exigem um cabo com certificação High Speed para transmissão de sinal Full HD em 3D.
2.0
O padrão 2.0 permite um tráfego de dados de até 18 Gbps, o que dá espaço suficiente para carregar uma resolução de 3840×2160 em até 60 fps. Essa qualidade de imagens é conhecida como 4K e oferece até quatro vezes o nível de detalhes dos 1080p.
Além de vídeos de altíssima resolução, a nova tecnologia de cabos dá suporte a até 32 canais de áudio e conta com outros atrativos, como sincronização automática de som e imagem e extensões CEC adicionais. Outro ponto importante é que o conector físico não foi alterado, o que torna o HDMI 2.0 retrocompatível com os aparelhos atuais.
No caso de usar a versão 1.4 em TVs 4K a qualidade da imagem logicamente será alterada, mas, hà compatibilidade.
Outro ponto importante para se observar nos cabos HDMI é o material utilizado. Temos hoje o Silver e o Ouro, além da diferença de preço os cabos HDMI Golden transmitem as informações e dados de forma mais rápida e com maior estabilidade, entretanto, é necessária apenas para casos em que a distância entre os aparelhos fique entre quinze e vinte metros, não comprometendo o sinal transmitido.
Para não restar dúvidas um comparativo entre os cabos.
Fonte: TechTudo, TecMundo, Revista Home Theater e Casa Digital












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