Razer Basilisk V4 Pro: a roda que inclina e 275 horas de bateria vão mudar seu jogo?
Se tem uma coisa que a Razer adora fazer, é pegar um componente que usamos no piloto automático — como a roda do mouse — e reinventá-lo. O exemplo mais novo dessa obsessão se chama Basilisk V4 Pro: o novo topo de linha da família, feito para quem precisa de muitos comandos sem abrir mão de precisão.
O destaque absoluto é uma roda de rolagem que inclina para os lados. Isso mesmo: além de rolar páginas e trocar de arma, você pode inclinar a roda para a esquerda ou para a direita e ganhar dois comandos extras programáveis. Parece detalhe pequeno, mas quem vive de macros sabe que cada entrada adicional muda o jogo.
Como funciona o HyperScroll Tilt Wheel
A novidade se chama HyperScroll Tilt Wheel. A lógica é fácil de visualizar: a roda continua fazendo tudo o que você já espera, incluindo o clique do meio e a rolagem vertical. O pulo do gato está nos movimentos laterais, que viram dois botões extras no software da Razer.
Na prática, isso significa mais comandos sem esticar os dedos pelo mouse inteiro. Você pode mapear a inclinação para a esquerda como “recuar” e a inclinação para a direita como “avançar” em um jogo de estratégia — ou usar os gestos para alternar abas e disparar macros no dia a dia.
Dois modos de rolagem em uma só roda
E tem mais: a roda também alterna entre dois modos de rolagem. No modo tátil, cada passo é sentido na ponta do dedo — ideal para navegar por inventários cheios. No modo giro livre, ela gira solta como uma rodinha de bicicleta, perfeita para descer páginas longas em segundos.
275 horas longe da tomada
O segundo grande argumento é a bateria de até 275 horas. Para dar uma noção da escala, isso passa de onze dias de uso contínuo — ou semanas de sessões moderadas sem passar pelo carregador. É o tipo de número que faz você esquecer que o mouse é sem fio.
Como de costume nesse mercado, o valor máximo considera condições ideais: conexão pelo receptor HyperSpeed da Razer e iluminação desligada. Com o Chroma RGB aceso, a autonomia cai. Ainda assim, o número segue entre os mais altos do mercado de mouses gamer.
Falando em conexão, o mouse oferece o melhor dos dois mundos: o dongle HyperSpeed, que prioriza baixa latência nas partidas mais sérias, e o Bluetooth, prático para alternar entre o PC de jogo e o notebook do trabalho.
Músculo por baixo do capô
Nenhuma dessas novidades valeria muito sem um sensor à altura. O Basilisk V4 Pro traz o Focus Pro 35K, sensor óptico da Razer que alcança 35.000 DPI. Na prática, isso significa rastreamento extremamente sensível, transformando movimentos mínimos do pulso em deslocamentos precisos na tela — algo que jogadores de FPS valorizam demais.
O corpo também carrega a identidade da linha Basilisk: formato confortável para longas sessões, botões laterais ao alcance do polegar e o famoso gatilho de DPI, que reduz temporariamente a sensibilidade para estabilizar a mira em lances decisivos. Ao todo, são 11 controles programáveis, incluindo as inclinações da roda.
Para fechar o pacote, há iluminação Chroma RGB para dar o toque de cor ao setup, além de suporte ao ecossistema da Razer para personalizar perfis e sincronizar os efeitos com os demais periféricos da marca.
Para quem é esse mouse?
O Basilisk sempre ocupou um espaço interessante no catálogo da Razer: é o mouse para quem quer o melhor dos dois mundos. De um lado, precisão para jogos competitivos. De outro, os botões que os fãs de MMO, MOBA e estratégia adoram. O V4 Pro afia essa proposta:
- Jogadores de MMO e MOBA ganham comandos extras sem depender de teclados cheios de macros;
- Fãs de FPS contam com sensor de altíssimo nível e gatilho de DPI para miras estáveis;
- Quem trabalha e joga no mesmo PC aproveita o giro livre para voar por planilhas e timelines;
- Usuários de notebook se beneficiam do Bluetooth para alternar de máquina sem trocar de mouse.
Vale a pena ficar de olho?
Com o Basilisk V4 Pro, a Razer mostra que ainda há espaço para inovar em um dos componentes mais antigos do computador. Uma roda que inclina parece simples, mas resolve um problema real: a falta de espaço para mais comandos. E a autonomia de 275 horas ataca a maior dor do mouse sem fio: ficar na mão no meio da partida.
Se você acompanha o mercado de periféricos, vale observar a reação dos concorrentes. A tendência é que recursos assim se espalhem por outras marcas em breve. Por ora, a Razer chegou primeiro — com um argumento de bateria difícil de ignorar.
E você, qual comando mapearia primeiro na inclinação da roda? Conta pra gente nos comentários.






